segunda-feira, 8 de abril de 2013

Aspectos Gerais e Psicológicos


Existem vários aspectos psicológicos que os serial killers têm em 
comum, tanto no que diz respeito à sua ação quanto ao seu passado. 
Na infância, nenhum aspecto isolado define a criança como um serial 
killer em potencial, mas a chamada “terrível tríade” parece estar presente no 
histórico de todos os serial killers: enurese em idade avançada, abuso sádico 
de animais ou de outras crianças, destruição de propriedade e piromania. 
Outras características comuns na infância desses indivíduos são: 
devaneios diurnos, masturbação compulsiva, isolamento social, mentiras 
crônicas, rebeldia, pesadelos constantes, roubos, baixa auto-estima, acessos 
de raiva exagerados, problemas relativos ao sono, fobias, fugas, propensão a 
acidentes, dores de cabeça constantes, possessividade destrutiva, problemas 
alimentares, convulsões e automutilações, todas elas relatadas pelos 
próprios serial killers em entrevistas com especialistas. 
Apesar de não fazer parte da “terrível tríade”, o isolamento familiar 
e/ou social é relatado pela grande maioria deles. Quando uma criança é 
isolada ou deixada sozinha por longos períodos de tempo e com certa 
freqüência, a fantasia e os devaneios passam a ocupar o vazio da solidão. A 
masturbação compulsiva é conseqüência altamente previsível. 
Para as pessoas normais, as fantasias podem ser usadas como fuga ou 
entretenimento. É temporária, e existe a compreensão por parte do 
indivíduo de que é completamente irreal. Para os serial killers a fantasia é 
compulsiva e complexa. Acaba se transformando no centro de seu 
comportamento, em vez de ser uma distração mental. O crime é a própria 
fantasia do criminoso, planejada e executada por ele na vida real. A vítima é 
apenas o elemento que reforça a fantasia. 
A escalada da fantasia, ao exigir constante reforço e, para tanto, 
 sucessão de vítimas, acaba se tornando o motivo do crime e estabelecendo a 
“assinatura” do criminoso. 
O comportamento fantástico do serial killer serve a muitos objetivos: 
aplaca sua necessidade de controle, dissocia a vítima tornando os 
acontecimentos mais reais, dá suporte à sua “personalidade para fins 
sociais” e é combustível para futuras fantasias.

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